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O DIARIO
05/01/2009 23:27:20
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Samakuva não será candidato presidencial sem garantia de eleições transparentes
Lusa/RTPO presidente da UNITA, Isaías Samakuva (na foto), disse à Agência Lusa em Luanda que, "se não houver garantias" de que as eleições presidenciais em Angola "não vão ser uma farsa", não será candidato. Se não forem observadas condições para eleições "democráticas e transparentes", Isaías Samakuva não vai avançar para as presidenciais, afirmou à Lusa. O líder da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) sublinhou que está é a sua opinião pessoal, ainda não submetida aos órgãos do partido, cujos estatutos prevêm que o presidente da força partidária é o candidato presidencial, Embora ainda não haja data oficial, as eleições presidenciais estão previstas para 2009. O presidente do partido do "Galo Negro", o maior da oposição e que nas legislativas de 05 de Setembro sofreu uma significativa derrota, conseguindo apenas 10 por cento dos votos contra 81 por cento do MPLA, sublinhou, no entanto, que a UNITA está a trabalhar para que haja eleições presidenciais. Samakuva, que anunciou no final da semana passada a sua saída do parlamento para se dedicar à reorganização da UNITA, lembrou que o partido aceitou os resultados das legislativas em nome da estabilidade, "mesmo não concordando com muitos aspectos do processo eleitoral", e acrescentou que a sua candidatura presidencial não se coaduna com um cenário de "farsa eleitoral". O MPLA, no poder, já admitiu que o actual Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que também preside ao partido, é o seu candidato natural. Para Samakuva, se as condições em que se fazem as eleições "forem melhoradas", a UNITA estará "presente nas eleições (presidenciais). "Estamos preparados para eleições democráticas e não para farsas eleitorais", insistiu. Sobre os dois meses e meio que passaram desde as últimas legislativas, o líder do maior partido da oposição teceu críticas ao Governo do MPLA, que afirmou não estar a corresponder ao prometido, no sentido de permitir o diálogo e uma vivência democrática no país. Samakuva apontou a existência de "conflitos sociais preocupantes" e lamentou que o MPLA, que tem uma maioria qualificada no Parlamento, com 91 dos 120 deputados, esteja a "perseguir elementos da oposição". O presidente da UNITA disse ainda estar "preocupado" com o "timing" da visita a Angola do Papa Bento XVI, para Março de 2009, em período pré-eleitoral, mas sublinhou saber que este calendário "não tem contornos políticos". Isaías Samakuva concordou com o apelo do Núncio Apostólico em Luanda para que não sejam feitas tentativas de aproveitamento político desta visita papal. |
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