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Noticias Online
O DIARIO
05/01/2009 23:27:20
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A BBC obteve as indicações mais claras, até ao momento, de que o navio sequestrado por piratas ao largo da costa da Somália
transportava tanques e armamento para o sul do Sudão.
A indicação contraria directamente as declarações do governo queniano de que as armas eram dirigidas ao seu exército. Uma cópia do manifesto de carga, em posse da BBC, comprova que teria sido encomendada pelo governo semi-autónomo do Sul do Sudão. A acção tem sérias implicações sobre o acordo de paz entre o norte e sul do Sudão. O fornecimento de armas ao Sudão não é ilegal. O embargo de armamento imposto pelas Nações Unidas ao Sudão é aplicável à região de Darfur, no leste do país. Questão embaraçosa Diplomaticamente, as evidências de que o Quénia estaria a auxiliar o Sudão na aquisição de armamento - apesar dos repetidos desmentidos - é uma questão embaraçosa. O Quénia ajudou a mediar o acordo de paz de 2005, que pôs termo ao conflito de mais de duas décadas de guerra civil entre o norte e o sul do Sudão. A impressão imediata é a de que o país está a tomar posição no conflito sudanês. As evidências sobre o destino dos tanques e outras armas pesadas a bordo do navio está também a embaraçar o governo semi-autónomo sudanês. Há indicações de que antigos rebeldes do Exército de Libertação do Povo do Sudão estariam a usar fundos provenientes da venda do petróleo para se rearmarem para um possível retorno das hostilidades contra o Norte. Sob os termos do acordo de paz, o Sul do Sudão deverá convocar um referendo sobre a Independência no país, em 2011. A delimitação da fronteira entre o norte e o sul do Sudão carece de aprovação pelas partes. No princípio deste ano, divergências sobre o controlo da região de Abyei, rica em petróleo, derivou em confrontos violentos que se arrastaram por vários dias. Depois da intervenção das Nações Unidas os dois lados concordaram em pôr termo às disputas sob arbitragem internacional. Ainda há receios de uma guerra entre o norte e o sul do Sudão.
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