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O DIARIO
05/01/2009 23:27:20
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Sky news Uma facção dissidente do Congresso Nacional Africano, ANC, no poder na África do Sul, criou um novo partido, o Congresso Do
Povo, COP.
Primeiramente com o nome de Congresso Democrático da África do Sul, SADC, e por repetição de siglas, mudado para COP, este novo partido é formado por ex-membros do ANC que sairam depois da demissão do Presidente Thabo Mbeki em Setembro. Numa convenção nacional realisada no início de Novembro, o novo partido acusou o ANC de minar a democracia na África do Sul. Mas o líder do ANC, Jacob Zuma, disse estar confiante de que o seu partido vai ganhar as eleições do próximo ano. O Congresso Do Povo, é liderado por Mosiuoa Lekota, o antigo Ministro da Defesa e chairman do ANC. O seu vice será Mbhazima Shilowa, o antigo Governador da Província de Gauteng. O COP deverá registar-se oficialmente perante a Comissão Eleitoral Independente. Jacob Zuma questionou os motivos dos dissidentes do ANC ao formarem um novo partido, e classificou-os de "bígamos" por estarem à procura de se juntar a partidos da oposição, logo que deixaram o ANC.
"Mesmo antes do divórcio estar concluído eles anunciaram que se iam casar com a Aliança Democrática e outros partidos da oposição para formarem uma coligação", disse Zuma, citado pela Sapa. Mas ele disse num comício com milhares de pessoas no Soweto, que o ANC estava a observar a facção a formar um partido, por "isso podemos engajá-los no debate, e não numa disputa". "O ANC é o mesmo partido dos velhos tempos", acrescentou. "Vamos ganhar as próximas eleições com uma maioria esmagadora, como o fizemos nos anos anteriores". Entretanto os líderes do novo partido, disseram "que não subestimavam o trabalho que tinham pela frente" pois tentavam ganhar as eleições do próximo ano. "Queremos ser o próximo governo nas províncias e ao nível nacional. Queremos estar em maioria," disse Shilowa aos jornalistas. A facção dissidente acusou o ANC de abusar do poder.
Shilowa disse ao jornal Sunday Independent que a sua facção "não iria ser apenas mais um partido da oposição". "Trata-se de acreditar em nós próprios e dos sul-africanos acreditarem que esta nova formação que vamos criar vai contestar o poder político, não apenas participar nas eleições," disse. No sábado, mais de 6000 delegados participaram numa conferência em Joanesburgo para discutiir o estabelecimento do partido. O líder do COP, Mosiuoa Lekota, acusou o ANC de abusar o poder para ganhos pessoais e disse que o seu partido estava "pronto para lutar como mensageiros e representantes das esperanças do povo".
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